O regime interino de Delcy Rodríguez na Venezuela decidiu demitir nesta quarta-feira (18) o então ministro chavista da Defesa, Vladimir Padrino López, aliado próximo do ex-ditador Nicolás Maduro, em meio à reorganização do poder militar no país após a captura do antigo líder do regime por forças dos EUA no início deste ano ano.
Segundo Rodríguez, o general Gustavo González López foi nomeado para assumir o Ministério da Defesa, encerrando mais de uma década de Padrino no comando das Forças Armadas venezuelanas. A líder interina agradeceu Padrino pela “lealdade à pátria” e afirmou que ele passará a exercer novas funções dentro do regime chavista, contudo, não detalhou quais serão as responsabilidades.
Padrino López era uma das figuras mais influentes do chavismo e ocupava o cargo de ministro da Defesa desde 2014, quando foi nomeado por Maduro durante um período de protestos contra o regime. Ao longo dos anos, ele se tornou peça central da aliança entre a ditadura chavista e os militares, considerada essencial para a permanência do regime no poder.
A mudança no comando da Defesa acontece meses após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, fato que viabilizou uma nova fase de relações diplomáticas entre Washington e o regime interino venezuelano. A Casa Branca tem acompanhado de perto todas as decisões tomadas por Delcy Rodríguez.
O novo ministro, Gustavo González López, já ocupou cargos estratégicos dentro do regime, incluindo a direção do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), responsável pela repressão interna, e da contrainteligência militar. Ele também já foi alvo de sanções de Estados Unidos e União Europeia por violações de direitos humanos e repressão a opositores durante protestos contra o chavismo.
Desde que assumiu o poder interinamente, Delcy Rodríguez já promoveu mudanças em diferentes ministérios, em um movimento interpretado por analistas como tentativa de garantir sobrevivência política do regime diante da pressão dos EUA sobre Caracas.
Fonte ==> Gazeta do Povo