Projeto de reajuste do piso salarial de SC segue para votação na Assembleia Legislativa

Projeto de reajuste do piso salarial de SC segue para votação na Assembleia Legislativa

Projeto de reajuste avança para votação

Está pronto para ser votado em Plenário o Projeto de Lei Complementar (PLC) 2/2026, do governo do Estado, que trata da atualização dos pisos salariais regionais de Santa Catarina.

A condição foi alcançada na manhã desta terça-feira (17), quando a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público apresentou parecer favorável à matéria, seguindo o voto do relator, o deputado Ivan Naatz (PL).

A proposta, que tramita em regime de urgência, confere reajuste médio de 6,49% aos valores mínimos pagos a trabalhadores de diferentes categorias, organizadas em quatro faixas salariais.

Os valores, conforme o enquadramento profissional previsto no projeto, passam a ser de R$ 1.842, R$ 1.908, R$ 2.022, e R$ 2.106, retroativos a 1º de janeiro de 2026.

Cadastro de Doenças Raras

Outro destaque da reunião foi a aprovação do PL 699/2025, da deputada Ana Campagnolo (PL), que visa criar o Cadastro Estadual de Pacientes com Doenças Raras, que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos.

O levantamento deverá reunir informações detalhadas, incluindo o nome do paciente, sexo, município de residência, diagnóstico clínico confirmado e resultados de exames genéticos, quando disponíveis.

O projeto também prevê a atualização periódica da evolução clínica e do tratamento de cada indivíduo registrado.

Para garantir a segurança dos usuários, fica estabelecido que o acesso às informações será restrito a profissionais autorizados pela Secretaria de Estado da Saúde, sendo proibida a divulgação pública de dados individualizados.

Estudos e pesquisas derivados desses dados deverão utilizar apenas informações de caráter anônimo.

No parecer aprovado, o relator, deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), destacou que a iniciativa visada no projeto possibilita “maior eficiência na formulação de políticas públicas, na alocação de recursos, e, principalmente, no acesso ao diagnóstico e tratamento pelos pacientes”.

Com a decisão, o PL 699/2025 segue para a Comissão de Saúde.

Irmãos na mesma escola

Foi aprovado o PL 514/2024, de procedência do deputado Sérgio Guimarães (União), que garante a matrícula de irmãos na mesma unidade escolar da rede estadual de educação, sempre que solicitado pelos alunos.

Pela proposta, as unidades escolares deverão, no momento da matrícula, questionar o interessado sobre a existência de irmãos, oferecendo a possibilidade de matrícula conjunta.

Durante a votação, os integrantes da Comissão de Trabalho seguiram o entendimento apresentado pelo relator, deputado Dr. Vicente Caropreso, de que o projeto “fortalece a convivência familiar, promove a maior racionalidade na organização das famílias e concretiza direitos já reconhecidos no Estatuto da Criança e do Adolescente”.

O texto segue em análise na Comissão de Educação e Cultura.

Descontos indevidos em benefícios previdenciários

Ainda sob a relatoria de Caropreso, foi acatado o PL 285/2025, de autoria do deputado Nilso Berlanda (PL), que institui a Campanha Estadual Permanente de Informação e Prevenção contra Descontos Indevidos em Benefícios Previdenciários.

Um dos principais pontos visados pela campanha é a conscientização de aposentados, pensionistas e pessoas idosas sobre os riscos de fraudes e práticas abusivas. Para isto, o texto prevê medidas como a divulgação de canais de denúncia e de órgãos de proteção de aposentados e pensionistas; e a avaliação periódica das ações, por meio do monitoramento dos indicadores sociais e sistematização dos dados de impacto.

No voto aprovado, Caropreso destacou que a iniciativa contribui para a proteção de direitos de um segmento da população “especialmente vulnerável a fraudes e práticas abusivas”, sobretudo por meios digitais.

O projeto segue para a Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa.

Instalação de poste parcelada

Por fim, foi aprovado o PL 159/2025, do deputado Matheus Cadorin (Novo) que autoriza concessionárias de distribuição, como a Celesc, a oferecer o serviço de fornecimento e instalação do padrão de entrada de energia — o popular “poste padrão” — com a possibilidade de parcelamento dos custos diretamente na fatura mensal.

Atualmente, o proprietário de um imóvel é responsável por arcar integralmente com os custos iniciais de poste, caixa, cabeamento e mão de obra para a primeira ligação.

Segundo a justificativa do projeto, esse investimento costuma representar um obstáculo financeiro para famílias com orçamento limitado ou em fase de regularização de moradia.

O texto prevê que o parcelamento possa ser feito em até 24 vezes, desde que os valores apareçam discriminados em um campo separado do consumo mensal na conta de luz.

No projeto, é descrito que a iniciativa é facultativa tanto para a concessionária quanto para o cliente, não gera custos ao Estado e proíbe qualquer tipo de subsídio cruzado que possa onerar os demais consumidores.

Além disso, a execução deve seguir as normas técnicas e de segurança da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na condição de relator da matéria, o deputado Rodrigo Minotto (PDT), também promoveu o acatamento da emenda modificativa apresentada no âmbito da Comissão de Finanças e Tributação, que inclui no projeto as cooperativas permissionárias de energia.

Nas sequência, o texto segue para a Comissão de Direitos do Consumidor e do Contribuinte e de Legislação Participativa.


Perguntas Frequentes

O que trata o PLC 2/2026?

Atualiza os pisos salariais regionais de Santa Catarina.

Qual o percentual de reajuste previsto?

O aumento médio é de 6,49%, com valores entre R$ 1.842 e R$ 2.106, conforme a faixa salarial.

Quais outros projetos foram analisados na reunião?

Cadastro de doenças raras, matrícula de irmãos na mesma escola, prevenção de fraudes previdenciárias e parcelamento de poste padrão.



Fonte ==> Semanário SC

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