Trump diz que países aderiram a coalizão para proteger Ormuz

Trump diz que países aderiram a coalizão para proteger Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou publicamente nesta segunda-feira (16) a falta de “entusiasmo” recebida por alguns aliados da Otan em relação ao seu pedido de ajuda para a reabertura do Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito com o Irã. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca

O líder republicano disse que previa ações do regime islâmico na rota estratégica para o comércio de energia mundial. “Eu sabia que o estreito seria uma arma”, afirmou Trump, momentos depois de argumentar que, por muito tempo, os EUA protegeram seus aliados, que não estão dispostos a retribuir essa ajuda no Oriente Médio no momento.

O presidente ressaltou que os EUA não precisam da força de outras nações, já que é “o país mais forte do mundo”, mas o atual cenário expõe seus aliados como em um “teste”, que mostrou a indisposição deles em enviar esforços ao Oriente Médio.

O presidente afirmou que há tropas americanas protegendo esses países, cujos nomes ele se recusou a divulgar: “Quando perguntamos a eles: ‘Vocês têm desminadores?’, a resposta é: ‘Bem, preferimos não nos envolver, senhor'”.

Trump informou que alguns países já se comprometeram a ajudar na reabertura da via navegável estratégica, mas evitou mencionar seus nomes, sugerindo que poderiam “não querer se tornar um alvo”. Segundo ele, “em breve” o secretário de Estado Marco Rubio fornecerá uma lista dos países que aderiram ao acordo para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz.

Durante a nova coletiva, o presidente disse que conversou com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que mostrou alguma disposição em contribuir e com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que segundo ele lhe informou que “estaria se reunindo com sua equipe para tomar uma decisão”.

No fim de semana, Trump pediu a vários países aliados que ajudassem a permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o transporte de petróleo que está sendo bloqueada pelo Irã em resposta aos ataques aéreos dos EUA.

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) estão reunidos nesta segunda-feira para discutir como manter o Estreito de Ormuz aberto, mas demonstraram relutância em expandir a missão naval da UE na região ou enviar mais navios.

Trump ameaça realizar novos ataques na Ilha de Kharg, crucial para o Irã

Trump alertou durante a coletiva desta segunda-feira que poderia destruir os oleodutos na ilha de Kharg, o coração da indústria petrolífera iraniana, que foi bombardeada pelas forças americanas na semana passada, “com apenas cinco minutos de aviso prévio”.

“Nós literalmente destruímos tudo na ilha, exceto a área onde fica o petróleo. Eu a chamo de oleodutos. Deixamos os oleodutos. Não queríamos fazer isso, mas faremos. Podemos fazer isso com apenas cinco minutos de aviso prévio”, declarou Trump em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

Os EUA bombardearam alvos militares na ilha de Kharg, mas evitaram destruir sua infraestrutura petrolífera para não perturbar ainda mais o mercado global de hidrocarbonetos, já afetado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

Trump sugere que novo líder supremo pode estar morto e diz não saber quem governa o Irã

O presidente dos EUA afirmou ainda nesta segunda-feira que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, pode estar morto, e declarou que não sabe quem lidera de fato o país islâmico.

“Não o vimos de forma alguma, então não sabemos se ele está morto ou não”, disse o mandatário americano em entrevista coletiva na Casa Branca sobre Mojtaba, que não aparece em público desde que foi nomeado líder supremo.

Questionado pela imprensa sobre o estado de saúde de Mojtaba Khamenei, Trump respondeu que “muitas pessoas dizem que ele está desfigurado, que perdeu uma perna e que ficou gravemente ferido”. No entanto, o presidente também sugeriu a possibilidade de Mojtaba estar morto, já que “ninguém o viu, o que é muito incomum”.



Fonte ==> Gazeta do Povo

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