07/02/2026
A sucessão empresarial segue como um dos principais desafios das empresas familiares no Brasil. Estudos de mercado indicam que poucas organizações conseguem atravessar gerações mantendo crescimento, governança e competitividade. O fator decisivo para a longevidade tem sido a preparação estruturada dos sucessores, combinada a processos claros de gestão, profissionalização e decisões estratégicas que respeitam o legado sem engessar a inovação.
Empresas que tratam a sucessão como processo e não como evento isolado tendem a obter melhores resultados. A formação prática do sucessor, a vivência em diferentes áreas do negócio e a exposição a crises e ciclos econômicos criam lideranças mais maduras. Além disso, a adoção de tecnologia para gestão e a separação entre família e administração contribuem para decisões mais racionais e alinhadas ao mercado.
Nesse contexto, a experiência de Leonardo Costa Fontes exemplifica uma sucessão planejada que gerou novos ciclos de crescimento. Único representante da terceira geração escolhido para assumir a liderança da empresa familiar, ele passou por um processo formal de preparação, atuou em diferentes setores do negócio e conduziu a transição até a venda estratégica da concessionária. A decisão encerrou um ciclo histórico e abriu espaço para a construção de novas frentes empresariais.
Após a sucessão, a trajetória seguiu orientada por diversificação e gestão profissional. Leonardo liderou operações em telecomunicações com desempenho nacional, participou da implantação de projetos imobiliários e estruturou uma distribuidora de alimentos que alcançou posições de liderança em marcas de grande porte. Para ele, a sucessão bem conduzida não deve limitar o sucessor à preservação do passado, mas capacitá lo a criar novos modelos de negócio sustentáveis.

Leonardo Costa Fontes
A governança também exerce papel central nesse processo. Empresas familiares que estabelecem conselhos, métricas de desempenho e planejamento de longo prazo conseguem reduzir conflitos internos e aumentar a previsibilidade. A atuação em entidades de classe e associações empresariais amplia a visão estratégica do sucessor e fortalece o networking, criando ambientes favoráveis à inovação e ao desenvolvimento regional.
Outro ponto relevante é a capacidade de tomar decisões difíceis no momento certo. A venda de um negócio familiar pode representar mais longevidade do que a insistência em um modelo esgotado. Quando conduzida com critério e visão estratégica, essa decisão preserva valor, protege o patrimônio familiar e permite que o sucessor concentre esforços em novas oportunidades alinhadas ao contexto econômico atual.
À medida que o ambiente empresarial se torna mais competitivo, a sucessão deixa de ser apenas uma questão familiar e passa a ser tema de estratégia corporativa. A experiência recente mostra que negócios familiares que investem em preparação, tecnologia e governança conseguem atravessar gerações com relevância. A sucessão bem estruturada se consolida, assim, como um dos principais vetores de longevidade e crescimento no mercado brasileiro.